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Artigos › 30/10/2019

Existe pecado que não possa ser perdoado?

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A vida pública de Cristo foi recheada de diversos acontecimentos: realizou curas e milagres, ensinou o povo e os apóstolos, chamou os discípulos para O seguirem. Uma vida de comunicação do amor do Pai para trazer a salvação.

Muitos desses fatos aconteceram em Cafarnaum, cidade que Jesus escolheu para torná-la o centro do Seu ministério público na Galileia. Sabemos, por meio dos Evangelhos, que, na pequena cidade, havia as casas de alguns apóstolos, entre as quais a de Pedro, onde Jesus morou, e uma sinagoga que frequentava aos sábados.

As casas, reunidas em bairros delimitados por estradas, eram simples e construídas com pedras do local de rocha de basalto, agrupadas com barro e terra, e tinham chãos em cascalhos. Na região, ainda estão as ruínas e muitos vestígios do dia a dia dos habitantes daquela época.

Foi neste contexto que os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, disseram que Jesus estava possuído por Belzebu e que era pelo príncipe dos demônios que expulsava os demônios. Em seguida, Cristo falou sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo. Por que a blasfêmia contra o Espírito Santo é pecado imperdoável?

Todo pecado pode ser perdoado?

O fato é que todo pecado pode ser perdoado, desde que seja confessado. Se alguém, no entanto, chegar a ponto de achar que o mal é o bem, então nunca haverá de se arrepender e, por conseguinte, não terá o perdão. Estará cometendo o chamado “pecado imperdoável”, pois não acontecerá o arrependimento para a confissão e, consequentemente, não haverá o perdão dos pecados.

Os escribas vindos de Jerusalém são os enviados dos chefes religiosos que tinham em mãos o culto sacrifical do Templo e o dinheiro do Tesouro. Eles percebem que Jesus, com Seu anúncio da verdade e do amor, é uma ameaça ao seu poder e privilégios. Jesus já havia expulsado o espírito impuro que dominava um homem numa sinagoga. Eles se empenham em difamar Jesus para afastá-lo do povo.

É o Espírito Santo que ilumina a nossa vida

O Espírito Santo é o amor. Considerar as obras de amor do Espírito como obras do demônio significa o distanciamento – e até a ruptura – com o próprio amor de Deus. Rejeitar e matar os que com amor buscam resgatar a dignidade humana dos empobrecidos, explorados e excluídos significa a rejeição da vida e do amor de Deus.

A blasfêmia não consiste simplesmente em ofender o Espírito Santo com palavras. Contudo, significa, antes, a recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem. Em contrapartida, como aponta o final de Evangelho, “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Ou seja, quem acolhe o dom da graça não só reconhece os seus próprios pecados e fraquezas, como mergulha no plano de amor e salvação do Pai.

Desse modo, o bem será sempre visto como bem, e o mal como mal. É o Espírito Santo que ilumina a nossa vida, mente e nosso coração, a fim de não invertermos valores nem ações boas das ruins. O Espírito traz a luz e a claridade, e nenhum discernimento fica obscuro para quem se aproxima d’Ele.

Por Gracielle Reis, via Canção Nova

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